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Você tem Diabetes e queixa-se de sua memória? Saiba como diagnosticar e tratar.

    Diabetes, alteração cognitiva e demência são doenças crônicas de alta prevalência que freqüentemente coexistem em pessoas com mais de 60 anos. As alterações cognitivas, principalmente no funcionamento executivo,  podem estar associadas à redução do autocuidado com o Diabetes, aumento do uso de serviços médicos e maior dependência.

Como diagnosticar essas alterações cognitivas?

    O seu médico geriatra irá realizar uma anamnese detalhada, exame físico e lhe avaliará com teste de rastreio cognitivo. Se esse último estiver alterado irá lhe solicitar um exame chamado Avaliação Neuropsicológica que mapeia todas as funções cerebrais, sejam essas: memória e aprendizagem, atenção complexa, funções executivas, perceptomotora, linguagem e cognição social, diz a Dra. Gislaine Gil, neuropsicóloga e Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP.   

    Ao final, a Avaliacão Neuropsicológica irá diferenciar suas queixas de memória, planejamento ou outras, entre um Transtorno Neurocognitivo Leve ou Maior. Outras avaliações especializadas podem incluir: testes laboratoriais e estudos de imagens cerebrais para permitir o planejamento do tratamento e abordar aspectos clínicos, comportamentais, cognitivos e necessidades funcionais.

Como é o tratamento das disfunções cognitivas da pessoa com Diabetes?

    O tratamento eficaz do Diabetes requer uma abordagem de gestão individualizada, levando em consideração vários fatores, incluindo mudança cognitiva, fragilidade, outras comorbidades e necessidade de suporte assistencial.

    Em terapia de Reabilitação Cognitiva o paciente aprenderá técnicas como: 

-Estabelecimento de Metas.

-Planejamento antecipado.

-Elaboração de listas.

-Limitar a multitarefa.

-Gerenciamento do estresse.

    O comprometimento cognitivo torna difícil para o paciente realizar tarefas complexas de autocuidado, como monitorar a glicose e ajustar as doses de insulina. Também prejudica sua capacidade de manter o horário das refeições e o conteúdo da dieta de maneira adequada, por isso, da importância da aprendizagem das técnicas acima, diz a Dra. Gislaine Gil e, inclusão no tratamento dos familiares da pessoa com Diabetes.


Referência Bibliográfica:

Srikanth, Velandai;  Sinclair, Alan J; Felicia, Hill-Briggs; Moran, Chris; & Geert, Jan Biessels. (2020). Diabetes and brain health 2: Type 2 diabetes and cognitive dysfunction—towards effective management of both comorbidities. The Lancet Diabetes-endocrinology; 8 (6); 535-545.